Marianne Vos mira título mundial de Gravel na Austrália: holandesa vai em busca de mais uma camisa arco-íris
Aos 38 anos, uma das maiores ciclistas da história mira a Austrália com um objetivo claro: recuperar a camisa arco-íris de gravel que perdeu em 2025 e provar, mais uma vez, que ainda é capaz de superar qualquer rival em qualquer terreno.
A missão: reconquistar o arco-íris
Marianne Vos confirmou presença na 5ª edição do Campeonato Mundial de Gravel da UCI, marcado para os dias 10 e 11 de outubro de 2026, em Nannup, no estado da Austrália Ocidental. Para a holandesa, a corrida representa uma oportunidade de ouro de recuperar a camisa listrada que perdeu no Mundial de 2025 — disputado em casa, nos Países Baixos —, quando foi superada no sprint pela compatriota Lorena Wiebes.
“Quero o melhor resultado possível. Claro que estou sonhando com algo belo, mas também sou realista de que será um desafio.”
Marianne Vos, ao Cyclingnews
A trajetória de Vos no gravel
A relação da holandesa com o ciclismo sobre terra batida é relativamente recente, mas os números impressionam. Em 2024, Vos conquistou o título mundial de gravel pela primeira vez, ao superar Lotte Kopecky em um sprint eletrizante nos Países Baixos. No ano seguinte, em 2025, voltou ao pódio, mas teve que se contentar com a prata, superada pela compatriota Lorena Wiebes em Maastricht.

Com 14 títulos mundiais elite ao longo de uma carreira histórica — em estrada, pista e ciclocross —, Vos já provou que tem a capacidade de dominar o gravel. A questão, mais uma vez, é se conseguirá fazer isso a 14.000 km de casa.
O percurso de Nannup
O traçado de 123,1 km do feminino elite foi desenvolvido a partir da prova SEVEN Gravel, tradicional na região, e percorre o Blackwood Valley entre plantações de pinheiros, fazendas e florestas nativas da Austrália Ocidental.
Mais de 80% do percurso é sobre cascalho, com curtos trechos asfaltados. O acúmulo de elevação chega a 3.100 metros, distribuídos em subidas de 1 a 3 km com gradientes entre 5% e 8% — em um perfil que os organizadores comparam à clássica belga Liège-Bastogne-Liège. A última grande subida termina a 3,5 km da chegada: distância suficiente para ataques seletivos, mas também para uma chegada disputada no plano.
A prova masculina, marcada para 11 de outubro, percorre 140,7 km com 3.625 metros de elevação acumulada.
“As paisagens parecem lindas, e com tanta elevação, espero uma prova desafiadora e seletiva.”
Marianne Vos
Quem vai brigar pela camisa arco-íris
Lorena Wiebes — a atual campeã chega para defender o título com a confiança de quem já venceu no gravel. A holandesa sabe que um sprint é possível e vai fazer de tudo para garantir isso.
Erica Magnaldi — campeã europeia de 2025 e uma das especialistas mais completas da modalidade, a italiana é uma ameaça constante em percursos seletivos.
Nicole Frain — campeã da Oceania, terá o apoio da torcida australiana e conhece o terreno como ninguém.
Tiffany Cromwell — a veterana australiana encerra a carreira e pode ter motivação extra para brilhar em seu último mundial em casa.
Sofia Gomez Villafañe — a norte-americana é uma das especialistas mais dominantes no gravel mundial e não pode ser subestimada.
Austrália e Vos: um capítulo que ainda precisa de final feliz
Esta não será a primeira vez que Vos compete em solo australiano. Em 2010, ela conquistou a medalha de prata no mundial de estrada em Geelong. Doze anos depois, terminou em 14º no mundial de Wollongong. Agora, em Nannup, a holandesa busca aquela que seria uma de suas conquistas mais especiais: uma segunda camisa arco-íris no gravel, desta vez fora de casa.
Com um mês de preparação pela frente e um percurso que favorece ciclistas completas, Vos chega à Austrália como uma das principais favoritas ao título. E carrega consigo uma frase que resume bem o espírito com que vai encarar a prova: “Estou sonhando com algo belo.”
O Mundial de Gravel de Nannup acontece nos dias 10 e 11 de outubro de 2026. A corrida feminina elite está marcada para o sábado, dia 10.
