Bélgica leva seleção estrelada ao Mundial 2026 com Evenepoel e Van Aert
A Bélgica confirmou uma das escalações mais fortes do Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada de 2026. Remco Evenepoel e Wout van Aert serão os líderes da equipe masculina de elite na prova de estrada, marcada para 27 de setembro, em Montréal, no Canadá. Ao redor dos dois capitães, o país montou um grupo de oito ciclistas com experiência em clássicas, capacidade para controlar a corrida e diferentes opções para os momentos decisivos.
A convocação oficial reúne Tiesj Benoot, Quinten Hermans, Thibau Nys, Alec Segaert, Maxim Van Gils e Gianni Vermeersch, além de Evenepoel e Van Aert. A profundidade do elenco coloca a Bélgica entre as principais favoritas à camisa arco-íris, especialmente após a confirmação de que Tadej Pogačar não estará na largada.
Dois líderes para diferentes cenários
Evenepoel e Van Aert oferecem soluções distintas. Remco é uma ameaça evidente em ataques de longa distância e já sabe o que é conquistar o Mundial: venceu a prova de estrada de 2022, em Wollongong, com uma arrancada solo. O belga também construiu uma sequência impressionante no contrarrelógio, modalidade na qual voltará a representar o país em Montréal.
Van Aert, por sua vez, combina resistência, potência nas subidas curtas e velocidade para decidir em grupos reduzidos. Ele foi vice-campeão mundial na estrada em 2020 e 2023 e chega à reta final da temporada mostrando boa condição. Durante a Vuelta a España de 2026, voltou a vencer etapas e reforçou a confiança para encarar o percurso canadense.
Comunicação será decisiva para a Bélgica
A presença de dois nomes com condições reais de vencer também exige clareza tática. O técnico Serge Pauwels destacou que a comunicação entre os líderes será um dos pontos centrais da estratégia. A ideia é aproveitar as características complementares da dupla sem obrigar a seleção a assumir sozinha todo o peso da perseguição.
Em um cenário de corrida seletiva, Evenepoel pode antecipar os movimentos e forçar as outras seleções a reagirem. Caso um grupo maior chegue à parte final, Van Aert passa a ser uma alternativa extremamente perigosa. Essa combinação permite que os belgas ataquem e, ao mesmo tempo, preservem uma opção rápida para a chegada.
A força dos seis gregários
O apoio também foi escolhido de acordo com as necessidades dos capitães. Tiesj Benoot acrescenta experiência, leitura de corrida e resistência para jornadas duras. Quinten Hermans e Thibau Nys oferecem explosão em terrenos ondulados, enquanto Gianni Vermeersch traz habilidade em provas agressivas e posicionamento.
Maxim Van Gils é outra opção para acompanhar movimentos perigosos nas subidas, e Alec Segaert pode trabalhar no controle, nas perseguições e nos trechos mais rápidos. De acordo com o planejamento apresentado pela comissão técnica, Hermans deve permanecer próximo de Van Aert, enquanto Vermeersch tende a acompanhar Evenepoel nas fases decisivas.
Seleção belga para a prova masculina de elite
- Remco Evenepoel
- Wout van Aert
- Tiesj Benoot
- Quinten Hermans
- Thibau Nys
- Alec Segaert
- Maxim Van Gils
- Gianni Vermeersch
No contrarrelógio masculino de elite, a Bélgica será representada por Remco Evenepoel, Alec Segaert e Rune Herregodts.
Percurso favorece uma corrida aberta
A prova masculina de elite será disputada no domingo, 27 de setembro. A programação oficial indica largada às 9h e chegada prevista por volta das 15h40, no horário local de Montréal. O percurso acumula aproximadamente 3.720 metros de elevação, número suficiente para desgastar os velocistas mais pesados e favorecer ciclistas completos, capazes de repetir esforços em subidas curtas.
A altimetria tende a favorecer Evenepoel, mas não elimina Van Aert da disputa. Se a seleção conseguir controlar os ataques e levar seu segundo líder protegido até as voltas finais, a Bélgica poderá jogar com duas cartas diferentes. Mathieu van der Poel, Isaac del Toro e outros nomes fortes devem impedir que a corrida se transforme em um simples controle belga.
Bélgica assume o favoritismo, mas evita carregar a prova
Sem Pogačar, o equilíbrio tático muda. Nos últimos anos, muitas seleções esperavam os movimentos do esloveno. Agora, Bélgica e Países Baixos devem receber atenção especial. Pauwels reconheceu o favoritismo, mas sinalizou que sua equipe não pretende trabalhar de forma imprudente durante toda a corrida.
Para a Bélgica, o desafio será transformar a força coletiva em vantagem real. A seleção tem dois líderes, gregários capazes de sobreviver a uma prova dura e liberdade para alternar ataques. Se Evenepoel e Van Aert mantiverem a comunicação e chegarem bem protegidos ao trecho decisivo, o país terá uma oportunidade concreta de conquistar seu 28º título mundial masculino de elite na estrada.
Fontes: Belgian Cycling, Cyclingnews e Giro do Ciclismo.
