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Ashlin Barry é campeão mundial Sub-23 após ataque solo; Bravo termina em 19º

O norte-americano Ashlin Barry conquistou nesta sexta-feira (25) a camisa arco-íris do Mundial Sub-23 masculino de ciclismo de estrada, em Montréal, no Canadá. Com um ataque solo a 30 quilômetros da chegada, o atleta de 19 anos — que completou a idade justamente no dia da prova — distanciou-se dos adversários e cruzou a linha com 53 segundos de vantagem sobre o espanhol Héctor Álvarez. O norueguês Jesper Stiansen completou o pódio, também com 53 segundos. O brasileiro Henrique Bravo terminou em 19º lugar, no mesmo grupo de atletas que chegou a 1min19s do campeão.

Ashlin Barry conquista o título mundial Sub-23

Foi a primeira vez na história que um atleta norte-americano venceu a prova masculina Sub-23 de estrada do Campeonato Mundial de Ciclismo. Barry, que representa os Estados Unidos apesar de também ter cidadania canadense — nasceu em Girona, na Espanha, e cresceu em Toronto —, superou um campo que incluía candidatos amplamente apontados como favoritos antes da corrida, como o francês Aubin Sparfel e o belga Niels Driesen.

Além do título de estrada, Barry havia terminado em quarto lugar no contrarrelógio Sub-23 na quarta-feira, dois dias antes, na mesma edição do Mundial. Uma semana de resultados que confirma seu status como um dos jovens ciclistas mais promissores do momento.

Ataque solo de 30 km decide a prova em Montréal

A corrida de 174,2 km foi disputada inteiramente no circuito de Mont Royal — 13 voltas de 13,4 km, com 3.497 metros de desnível acumulado. Já nas primeiras voltas, o pelotão se fragmentou com ataques que foram sendo respondidos, até que se formou uma escapada de 13 ciclistas com mais de dois minutos de vantagem.

Mais adiante, um grupo de cinco atletas se destacou no interior da fuga, com Ashlin Barry entre eles. Os outros quatro eram Novak (Eslováquia), Heffernan (Austrália), Dodd (Grã-Bretanha) e Egholm (Dinamarca). Com os cinco somando força, a diferença para o pelotão principal cresceu ainda mais.

A 30 km da chegada, Barry acelerou sozinho e deixou os companheiros de fuga para trás. Um grupo de cinco perseguidores — com Héctor Álvarez entre eles — tentou organizar a resposta, mas não conseguiu fechar a diferença. Barry manteve o ritmo e cruzou o Avenue du Parc em solitário, com 53 segundos de vantagem. Álvarez venceu o sprint do grupo para conquistar a prata; Stiansen ficou com o bronze.

Resultado do Mundial Sub-23 masculino 2026 — Top 10

Pos.CiclistaPaísTempo / Diferença
1ºAshlin BarryEstados Unidos4h17min35s
2ºHéctor ÁlvarezEspanha+53s
3ºJesper StiansenNoruega+53s
4ºAubin SparfelFrança+53s
5ºNiels DriesenBélgica+55s
6ºMatteo ScalcoItália+55s
7ºMattia NegrenteItália+1min19s
8ºRichard RiškaEslováquia+1min19s
9ºErazem ValjavecEslovênia+1min19s
10ºJack WardAustrália+1min19s

▶ 19º — Henrique Ribeiro Bravo (Brasil) — +1min19s

Henrique Bravo termina em 19º

O brasileiro Henrique Ribeiro Bravo, da Soudal Quick-Step Devo, terminou em 19º lugar na prova, com a mesma diferença de 1min19s registrada pelos ciclistas que chegaram entre o 7º e o 20º colocado. Ele integrou o grupo de perseguição que não conseguiu alcançar nem os primeiros colocados do sprint final nem o ataque solo de Barry nos quilômetros decisivos.

O resultado precisa ser lido com contexto. A diferença de 1min19s não indica distância do grupo da frente: vários corredores chegaram juntos nesse intervalo, e a disputa entre eles foi apertada. Informações detalhadas sobre a corrida individual de Bravo nas voltas finais não estavam disponíveis em fontes confiáveis até a publicação deste artigo.

Bravo chegou ao Mundial depois de uma das melhores temporadas Sub-23 da história do ciclismo brasileiro. Ele foi terceiro no Giro Next Gen 2026 — primeiro pódio de um brasileiro na prova —, campeão de três corridas por etapas na Europa e quinto no Tour de l’Avenir. O 19º lugar no Mundial não apaga esse currículo, mas também mostra que a prova de estrada Sub-23 de Montréal exigiu mais do que o esperado dos ciclistas apontados como pré-favoritos.

Quem é Ashlin Barry

Ashlin Barry tem 19 anos — completados exatamente no dia 25 de setembro de 2026, data da corrida. Nasceu em Girona, na Espanha, cidade que é referência global do ciclismo de estrada, e cresceu em Toronto, no Canadá. Compete sob a bandeira dos Estados Unidos, país pelo qual também tem cidadania.

Filho de dois ex-ciclistas profissionais — Michael Barry e Dede Demet-Barry, ambos com passagem pelo WorldTour —, Ashlin cresceu literalmente dentro do ciclismo. Defende as cores do JEGG–SKIL–DJR, equipe de desenvolvimento vinculada ao WorldTeam Visma–Lease a Bike.

Sua vitória em Montréal é histórica: é a primeira vez que um atleta dos Estados Unidos vence a prova masculina Sub-23 de estrada do Campeonato Mundial. Antes da corrida, terminou em 4º no contrarrelógio Sub-23 da mesma edição do Mundial — uma semana que já seria marcante mesmo sem o título de estrada.

Brasil segue no Mundial de Ciclismo 2026

A participação brasileira no Mundial de Ciclismo 2026 em Montréal ainda não terminou. Neste sábado (26), Tota Magalhães disputa a prova de elite feminina. E no domingo (27), é a vez da prova mais aguardada: a elite masculina, com Henrique Avancini e Tota Magalhães representando o Brasil.

Antes disso, na quinta-feira (24), o espanhol Benjamín Noval havia feito dobradinha histórica no Mundial Júnior — ouro no CRI e na estrada —, com Dimas Mota como o melhor brasileiro da prova (54º lugar). Na quarta-feira, Remco Evenepoel conquistou seu quarto título consecutivo no contrarrelógio da elite.

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